O mundo foi pequeno para receber a actuação dos Metallica no Rock in Rio Lisboa.

Se, como James Hetfield declarou à Blitz algumas horas antes de subir ao palco do Rock In Rio, os Metallica realmente se alimentam da energia que emana da sua vasta legião de fãs, esta só pode ter sido uma noite em cheio para o colectivo oriundo de São Francisco.
Aos primeiros acordes de «Ecstasy of Gold», o original de Ennio Morricone que habitualmente serve se introdução aos seus espectáculos, já a imensa plateia do Parque da Bela Vista estava totalmente rendida à principal atracção do dia. O arranque com «Creeping Death» foi recebido com uma ovação de aprovação total, seguida de «Fuel», «Wherever I May Roam» e «Harvester Of Sorrow».
De regresso aos palcos depois de terem passado quase um ano fechados em estúdio a preparar o seu nono registo de originais, os quatro músicos revelaram toda a garra que se lhes conhece – quiçá exacerbada por terem passado tanto tempo longe de um palco.
James, Kirk, Lars e Robert continuam em plena forma – se alguém tinha dúvidas em relação a isso a forma como atacaram temas como «No Remorse», «Master Of Puppets» ou «Damage Inc.» desvaneceu-as num ápice. Infelizmente, nem a energia dos músicos nem o entusiasmo da multidão conseguiram disfarçar o facto de os temas dos álbuns Load e Reload continuarem a gerar reacções que são tudo menos consensuais.
«Bleeding Me», «King Nothing» e «Devil’s Dance» proporcionaram os momentos mais mortos de toda a noite e conseguiram o impossível – quebrar o ritmo de uma actuação que se queria demolidora. A tentativa de fugir ao óbvio acaba por ser totalmente compreensível e até louvável, mas a repescagem de algum do material mais fraco que gravaram durante uma carreira com pontos bastante mais altos faz-lhes perder toda a razão.
Nada que a clássicos como «Nothing Else Matters», «Sad But True», «One» (com direito a pirotecnia e tudo) ou «Enter Sandman» não façam esquecer rapidamente, aclamados e cantados em uníssono para gáudio de Hetfield e companhia.
Para o encore ficaram guardadas duas versões – «Last Caress» (dos Misfits) e «So What?» (dos Anti-Nowhere League) e o incontornável «Seek And Destroy», um daqueles temas que – apesar de ter sido gravado há mais de duas décadas – ninguém se cansa de ouvir.
Mais fotos do evento podem ser vistas aqui.
Agradecimentos: Gxpto Fonte: Blitz







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