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Review do Death Magnetic na Kerrang!

   08 de Setembro de 2008     tags: death magnetic      Comentários

A revista Kerrang! publicou o seguinte review a respeito do novo álbum do Metallica, "Death Magnetic".

Parece quase blasfêmia dizer isso, mas existem alguns fãs que estão cansados de ver o Metallica tocar Master of Puppets ano após ano, assim como existem pessoas que não tem a menor esperança no Death Magnetic, o nono álbum de estúdio da banda e o primeiro desde 2003.

Depois de vinte e sete anos, cem milhões de cópias vendidas, inúmeros shows e um infeliz episódio no qual eles ficaram loucos, que motivação possível poderia haver agora para que este grupo se esforçasse? Nenhuma banda de metal nunca terá o mesmo sucesso deles. O jogo terminou; o Metallica ganhou.

Falando do que importa, o Death Magnetic é um álbum excelente; não só por sua música, mas por aquilo que consegue atingir; o esforço que deve ter demandado, o foco que ele possui e mantém por quase 80 minutos e pelo esforço que exige do ouvinte. Mas a melhor coisa sobre este conjunto de 10 músicas não é o quão pesado é (embora seja) nem sua complexidade (que é bem complexo), mas simplesmente isto: quando a onda do Death Magnetic começar realmente a correr, o Metallica soará de novo como uma das bandas mais animadoras do mundo.

Com suas músicas de oito minutos, o thrash que as sustentam (That Was Just Your Life e My Apocalypse), uma longa instrumental (Suicide & Redemption) e nada que se pareça muito com singles; não é de se estranhar que o novo álbum do Metallica está sendo comparado com seu passado glorioso. Mas isto não está exatamente correto. Se Master of Puppets fosse lançado hoje, ele soaria antigo e desajeitado, como tantas bandas mais velhas soaram quando aquele álbum surgiu, emergindo a banda ao mainstream. Vinte e dois anos depois, o Metallica de alguma forma conseguiu explorar seu talento e instinto em um álbum moderno de metal que torna ridículo seus competidores modernos. Uma coisa é ter riffs super rápidos, outra bem diferente é compilar 150 desses riffs e emendá-los em um álbum focado em músicas que os mantêm do começo ao fim.

Em 2008, os thrashers da Bay Area podem estar fazendo thrash de novo, mas o ingrediente principal de Death Magnetic é a habilidade com que ele lança sua fúria, sua sensação de algo que flui, sua habilidade de entender de que poder não é nada sem controle.

Tempos atrás, esta banda banda afirmou que a vida consistia em nascimento, escola, Metallica e morte. Uma geração depois, isto ainda é válido.


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