Bob Mulhouse do The Quietus estava entre os jornalistas de música pesada do Reino Unido escolhidos para terem um preview de seis músicas do novo álbum do Metallica. A sessão de audição aconteceu na quarta-feira (4 de Junho) em Londres, com representantes da Rock Sound, Kerrang! e Metal Hammer também presentes. Mulhouse escreveu, "Foi com alguma tremedeira... Que eu fui a audição do novo álbum do Metallica no QG da Universal, a gravadora deles no Reino Unido. Permitiram que ouvíssemos seis das dez músicas que irão aparecer no álbum - o que, um representante da gerência da Q-Prime nos informou, é chamado coloquialmente pelo Metallica de 'nove épicos e uma música'. A sensação da ocasião foi reforçada pela presença quase inteira dos times editoriais das duas maiores revistas de metal do Reino Unido, olhando um para o outro."
"De cara, é um alívio ouvir que a péssima produção de 'St. Anger' foi deixada de lado. [Lars] Ulrich substituiu a lata daquele álbum por uma caixa de verdade de bateria, e o som soa novo, limpo e ressonante (mesmo que as músicas ainda estejam em estados iniciais de mixagem). A primeira música, como o resto dos 'épicos', tem entre seis e oito minutos de duração e começa com uma introdução de baixo do extraordinário Robert Trujillo. Movendo rapidamente de riff a riff, a música explode com energia e idéias: o vocalista e guitarrista base James Hetfield grita 'Luck runs out!' [tradução: 'Sorte acaba!'] repetidas vezes e joga alguns riffs loucos e semi-progressivos que poderiam ter sido tirados diretamente do último álbum realmente bom deles, o '...And Justice For All', de 1988. O guitarrista Kirk Hammett, que foi banido de solar no 'St. Angústia' sem nenhuma explicação adequada, está em chamas, mandando as peças melódicas e rápidas que o tornou famoso em uma grande seção de solo - até como se ele estivesse compensando o tempo perdido. Esta é a melhor música do Metallica em anos, talvez desde os anos 80."
"A próxima música tem o título provisório de 'Flamingo' e será o primeiro single. Agora, os singles principais do Metallica têm sido uma porcaria desde 1995, então foi um alívio ouvir que a 'Flamingo' (que provavelmente não terá este nome) é um take moderno de sua música excelente 'One', de 1988, toda balada no começo antes que entre a tempestade de metal rápido no final. Hetfield deixa uma introdução limpa palhetada que me lembrou Beach Boys (eu sei... Mas eu só ouvi uma vez, tudo bem?) antes que o corpo da música, que é basicamente como 'The Unforgiven' do álbum preto de 1991. Se você estiver familiarizado com a progressão de acordes por trás do solo de 'Am I Evil?', a anciã música do Diamond Head que o Metallica se apossou, você talvez possa imaginar o riff por baixo desta música - pulos simples e efetivos."
"No entanto, não podemos esquecer que este é o Metallica moderno - e as duas músicas seguintes são menos divertidas. A primeira, que pode chamar 'We Die Hard' julgando pela frequência com que Hetfield fala esta frase, começa chata mas acelera na metade e entra em um território ligeiramente progressivo, riffs que começam e param e tempo inteligente. A próxima música é bem '...And Justice For All', um trabalho longo e sem pressa que gira em torno da linha 'Bow down / Sell your soul to me / I will set you free' [tradução: 'Se curve / Venda sua alma para mim / Eu te libertarei'], ums linha de 1988 se eu a tivesse ouvido antes. Apesar do solo habilidoso de Hammett, não é ótima."
"Até o momento, nós tivemos duas músicas boas e duas músicas chatas - um número que não é ruim para o novo Metallica, acredite. No entanto, a faixa cinco é tediosa, uma combinação dos riffs sem objetivo do 'St. Anger' e os refrões sem sentido de 'Load', o álbum que quase acabou com o Metallica em 1996. 'Crying, weeping, shedding strife!' [tradução: 'Chorando, lacrimejando, liberando conflito!'] canta Hetfield daquele jeito manhoso de 'Enter Sandman', em cima de um interlúdio limpo nada ameaçador que iria (e com certeza irá) servir certinho para a VH1."
"Neste momento o cara da Q-Prime pergunta se queremos ouvir mais, e felizmente nós dizemos que sim - porque a última música (e, de fato, é 'A Música', a pequenina entre os nove épicos) é ótima, um pedaço genuíno de thrash metal que começa rápida e continua desse jeito. Como uma 'Battery' mais devagar e menos precisa (a faixa que abre o álbum de 1986, 'Master of Puppets'), a música entra e sai, sem dar boas vindas e provando que, de certa forma, o Metallica ainda tem o vigor necessário para impressionar seus antigos fãs. Ok, ela me lembra um pouco a 'Dyer's Eve', a última música do 'Justice', que tem meio que um sentimento de "eu acho que devemos fazer uma rápida para os fãs' nela - mas em 2008, Hetfield e Ulrich mandando alguma forma de thrash metal não é algo a ser reclamado."
"Nós saímos da sala de audição sem falar muito. Este álbum pode ser bom, ou pode ser medíocre - muito depende das outras quatro músicas para sabermos o resultado neste momento. Eu tento não pensar nisso, mas isto importa, droga. Realmente importa."
Fonte (em inglês): Blabbermouth.net
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