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Impressões do novo álbum pelo The Quietus

   06 de Junho de 2008     tags: disco novo      Comentários

Bob Mulhouse do The Quietus estava entre os jornalistas de música pesada do Reino Unido escolhidos para terem um preview de seis músicas do novo álbum do Metallica. A sessão de audição aconteceu na quarta-feira (4 de Junho) em Londres, com representantes da Rock Sound, Kerrang! e Metal Hammer também presentes. Mulhouse escreveu, "Foi com alguma tremedeira... Que eu fui a audição do novo álbum do Metallica no QG da Universal, a gravadora deles no Reino Unido. Permitiram que ouvíssemos seis das dez músicas que irão aparecer no álbum - o que, um representante da gerência da Q-Prime nos informou, é chamado coloquialmente pelo Metallica de 'nove épicos e uma música'. A sensação da ocasião foi reforçada pela presença quase inteira dos times editoriais das duas maiores revistas de metal do Reino Unido, olhando um para o outro."

"De cara, é um alívio ouvir que a péssima produção de 'St. Anger' foi deixada de lado. [Lars] Ulrich substituiu a lata daquele álbum por uma caixa de verdade de bateria, e o som soa novo, limpo e ressonante (mesmo que as músicas ainda estejam em estados iniciais de mixagem). A primeira música, como o resto dos 'épicos', tem entre seis e oito minutos de duração e começa com uma introdução de baixo do extraordinário Robert Trujillo. Movendo rapidamente de riff a riff, a música explode com energia e idéias: o vocalista e guitarrista base James Hetfield grita 'Luck runs out!' [tradução: 'Sorte acaba!'] repetidas vezes e joga alguns riffs loucos e semi-progressivos que poderiam ter sido tirados diretamente do último álbum realmente bom deles, o '...And Justice For All', de 1988. O guitarrista Kirk Hammett, que foi banido de solar no 'St. Angústia' sem nenhuma explicação adequada, está em chamas, mandando as peças melódicas e rápidas que o tornou famoso em uma grande seção de solo - até como se ele estivesse compensando o tempo perdido. Esta é a melhor música do Metallica em anos, talvez desde os anos 80."

"A próxima música tem o título provisório de 'Flamingo' e será o primeiro single. Agora, os singles principais do Metallica têm sido uma porcaria desde 1995, então foi um alívio ouvir que a 'Flamingo' (que provavelmente não terá este nome) é um take moderno de sua música excelente 'One', de 1988, toda balada no começo antes que entre a tempestade de metal rápido no final. Hetfield deixa uma introdução limpa palhetada que me lembrou Beach Boys (eu sei... Mas eu só ouvi uma vez, tudo bem?) antes que o corpo da música, que é basicamente como 'The Unforgiven' do álbum preto de 1991. Se você estiver familiarizado com a progressão de acordes por trás do solo de 'Am I Evil?', a anciã música do Diamond Head que o Metallica se apossou, você talvez possa imaginar o riff por baixo desta música - pulos simples e efetivos."

"No entanto, não podemos esquecer que este é o Metallica moderno - e as duas músicas seguintes são menos divertidas. A primeira, que pode chamar 'We Die Hard' julgando pela frequência com que Hetfield fala esta frase, começa chata mas acelera na metade e entra em um território ligeiramente progressivo, riffs que começam e param e tempo inteligente. A próxima música é bem '...And Justice For All', um trabalho longo e sem pressa que gira em torno da linha 'Bow down / Sell your soul to me / I will set you free' [tradução: 'Se curve / Venda sua alma para mim / Eu te libertarei'], ums linha de 1988 se eu a tivesse ouvido antes. Apesar do solo habilidoso de Hammett, não é ótima."

"Até o momento, nós tivemos duas músicas boas e duas músicas chatas - um número que não é ruim para o novo Metallica, acredite. No entanto, a faixa cinco é tediosa, uma combinação dos riffs sem objetivo do 'St. Anger' e os refrões sem sentido de 'Load', o álbum que quase acabou com o Metallica em 1996. 'Crying, weeping, shedding strife!' [tradução: 'Chorando, lacrimejando, liberando conflito!'] canta Hetfield daquele jeito manhoso de 'Enter Sandman', em cima de um interlúdio limpo nada ameaçador que iria (e com certeza irá) servir certinho para a VH1."

"Neste momento o cara da Q-Prime pergunta se queremos ouvir mais, e felizmente nós dizemos que sim - porque a última música (e, de fato, é 'A Música', a pequenina entre os nove épicos) é ótima, um pedaço genuíno de thrash metal que começa rápida e continua desse jeito. Como uma 'Battery' mais devagar e menos precisa (a faixa que abre o álbum de 1986, 'Master of Puppets'), a música entra e sai, sem dar boas vindas e provando que, de certa forma, o Metallica ainda tem o vigor necessário para impressionar seus antigos fãs. Ok, ela me lembra um pouco a 'Dyer's Eve', a última música do 'Justice', que tem meio que um sentimento de "eu acho que devemos fazer uma rápida para os fãs' nela - mas em 2008, Hetfield e Ulrich mandando alguma forma de thrash metal não é algo a ser reclamado."

"Nós saímos da sala de audição sem falar muito. Este álbum pode ser bom, ou pode ser medíocre - muito depende das outras quatro músicas para sabermos o resultado neste momento. Eu tento não pensar nisso, mas isto importa, droga. Realmente importa."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net


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