A revista americana RollingStone pediu a cinquenta artistas que elaborassem uma lista com suas músicas favoritas, que nunca poderiam faltar em suas playlists, e dentre eles, estava o baterista do Metallica, Lars Ulrich. Confira abaixo as escolhas feitas por Ulrich.

"Eu obviamente sempre estive interessado em música com energia, com um peso por trás. Mas eu também sempre me interessei na simplicidade de uma música. No fundo de todas essas faixas há uma ótima música: um ciclo de verso, ponte e refrão."
1. "Let There Be Rock" AC/DC, 1977 Onde o AC/DC deixa escapar seu máximo. Tem um tipo de energia no estilo Detroit, do Stooges, MC5.
2. "So What?" Anti-Nowhere League, 1981 Esta gravação levou as letras punk e a atitude a um lugar que nunca ninguém havia ido. Quando o Animal, o cantor, diz que "ele chupou o pinto de um velho", isto é um bônus.
3. "Don't Get Yourself in Trouble" Bachman-Turner Overdrive, 1973 Meu pai foi muito para os Estados Unidos, e ele trazia para casa discos. Foi assim que eu comecei a curtir BTO. Esta é a faixa mais pesada deles, com muito groove e um riff simples.
4. "Tattoo Vampire" " Blue Öyster Cult, 1976 Ouça isto junto de BTO e AC/DC - ela tem essa sensação de repetição no riff. E o baterista dá uma batida no cymbal na metade do tempo, conseguindo aquele efeito chiante.
5. "Silver Lightning" Bow Wow, 1977 Ser do Japão deu a estes caras uma chance de criar seu próprio som: blues inglês com um toque americano e presunção punk.
6. "Child in Time" Deep Purple, 1970 Eu tinha nove anos quando meu pai me levou para ver o Deep Purple. Isto me colocou em um caminho diferente. Esta é o "Stairway to Heaven" deles.
7. "Helpless" Diamond Head, 1980 A fundação de nosso som: riff e energia, mas também com preocupação em relação aos arranjos.
8. "Free Speech for the Dumb" Discharge, 1982 Eu nunca fui capaz de entender esse solo de guitarra. Ele aparece sem ritmo ou razão.
9. "Prowler" Iron Maiden, 1980 Ela tem tudo - energia, crueza, estrutura musical.
10. "Evil" Mercyful Fate, 1983 Eles foram ridicularizados pela maquiagem e teatro. Mas o cantor era bem sério - e o cara mais doce.
11. "Overkill" Motörhead, 1979 Quando eu ouvi esses pedais duplos rolando, detonou minha cabeça. E por baixo disso há um grande dedo do meio tentando sair.
12. "Commando" The Ramones, 1977 Foi uma disputa entre esta e "Cretin Hop". Eu sempre achei que elas estavam mais próximas do rock pesado do que do Sex Pistols.
13. "Jumpin' Jack Flash" The Rolling Stones, 1968 Minha tarefa era o rock pesado e metal dos anos 70 e 80, mas "Jumping Jack Flash" se encaixa na lista. Depois da turnê do ...And Justice For All, quando nós queríamos sair do lado progressivo para algo mais simples, nós conversamos sobre esta música. É a matriz daquilo que pode ser feito em uma música de rock pesado em dois minutos.
14. "Forty-Five Hundred Times" Status Quo, 1973 Esta é um épico - a "Free Bird" deles. Os solos de guitarra tem menos a ver com habilidade e se mostrar, e mais a ver com se encaixar com a música. E John Coghlan, o baterista, muda o ritmo duas ou três vezes, sem o menor esforço.
15. "The Rocker" Thin Lizzy, 1973 Esta faixa conecta o lado progressivo e de folk irlandês do início com suas coisas mais recentes. Esta foi minha introdução ao Thin Lizzy, e eu acabei os vendo centenas de vezes. Eles tocavam na Dinamarca a cada seis meses.
16. "Killers" Tygers of Pan Tang, 1980 Esta tinha a ver com as guitarras. Robb Weir deveria fazer propagandas do pedal de wah-wah. Ele faria um bend enquando pisava no pedal de wah-wah para fazer o solo sair. Isto soa tão bom em 2010 quanto soava em 1980. E escrever Tygers com um 'y' - isto era legal por si só.
As playlists dos demais artistas podem ser conferidas, em inglês, clicando aqui.
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