Metallica olhando para o passado: ...And Justice for All

Originalmente publicado no site da MTV americana em 8 de Agosto de 2008

O próximo mês marca o aniversário de 20 anos do "...And Justice for All" do Metallica, que talvez seja um dos mais importantes discos de estúdio da ilustre carreira da banda. Além de ter sido o primeiro LP do Metallica depois da morte de Cliff Burton, ele chegou direto a sexta posição da Billboard 200 e recebeu disco de platina apenas nove semanas depois de ter chegado as lojas.

O agora clássico álbum sinalizou várias mudanças do Metallica: foi o primeiro disco a contar com o baixista Jason Newsted, levou a banda a primeira indicação ao Grammy, e contou com a música "One", que foi o primeiro clipe feito por eles. Desde o lançamento, o Justice vendeu mais de 8 milhões de cópias somente nos Estados Unidos, e ajudou a firmar o status da banda como uma força no rock and roll a ser contada.

Em suma, foi um grande momento para o Metallica, um que pôde mudar toda a tragetória da carreira da banda. Agora, 20 anos depois, nós conversamos com os membros do grupo, pedindo para que eles pensem sobre aquela época e reflitam sobre a importância daquilo que pode ter sido um dos melhores discos deles.

"O Justice foi obviamente um grande disco para nós... Nós pegamos o conceito do Ride the Lightning e do Master of Puppets o máximo que podíamos", refletiu o baterista Lars Ulrich. "Não havia outro lugar para ir com o lado progressivo e louco do Metallica, e eu tenho muito orgulho do fato de que, de certa forma, esse álbum é um tipo de epítome daquele lado progressivo nosso durante os anos 80".

Ulrich disse que quando ele ouve o álbum agora, ele ainda acha que o disco mantém o nível. Ele sente que o Justice foi um álbum que o Metallica - que, a partir de 20 de Outubro, começa sua primeira turnê americana desde 2004 - tinha que fazer, para que evoluissem como banda e amadurecer.

"Ele amadureceu direito", disse ele. "Tem meio que um tipo específico de som nesse disco, um som peculiar - seja lá qual adjetivo queira escolher - que dá um tipo de vida própria a ele e um pouco de energia própria. Existem muitos músicos excelente que admiramos que vieram e nos falaram sobre a grande inspiração que esse álbum foi pra eles e para o som deles. É certamente excelente ser parte disso. Esse álbum também nos mandou para o outro lado, porque quando voltamos da turnê do disco em 1989, nós estávamos meio que, 'não temos mais nada a oferecer nesse lado do Metallica', e isso nos fez buscar algumas novas aventuras. Quando eu penso nos nove discos que lançamos, é impossível, para mim, pensar na música sem pensar na experiência. E quando eu penso na experiência, eu tenho sentimentos confusos e calorosos, mas eu também tenho questionamentos. Claro, o Justice é bem reverenciado, especialmente entre muitos de nossos conhecidos".

De acordo com o frontman James Hetfield, o Justice forneceu uma amostra daquilo que o Metallica era capaz - tanto como banda quanto como músicos.

"Aquele álbum, falando das composições, foi a gente querendo se mostrar e tentando mostrar o que podíamos fazer", disse ele. "'Nós juntamos seis riffs em uma música? Vamos juntar oito. Vamos detonar com isso'. Eu ouço algumas dessas coisas e é bem progressivo. Sonoramente, tem seus defeitos, mas este foi o álbum que nos fez evoluir do Puppets, e nós estávamos muito na estrada durante esse disco. Foi quando nós tivemos nossos primeiros shows grandes, com pirotecnia e coisas caindo, e quando nós começamos curtir coisas um pouco mais teatrais".

"Nós mixamos esse disco enquanto estávamos na estrada", continua Hetfield. "Isto não é uma desculpa sobre o modo como soa, mas nossos ouvidos estavam cansados. Em qualquer lugar que eu vá, quando pergunto qual é o seu disco favorito, alguém está preparado para dizer o Justice. É bem legal que, no caminho, alguém pode entrar na sua história e se sentir confortável".

Mas o Justice é o trabalho favorito do Hetfield?

"Nem tanto", confessou ele. "Eu teria que ir de música em música... Eu estava ouvindo o Reload [de 1997], e existem algumas músicas lá que eu acho brilhantes. Mas como um álbum em si, e da época, [o Justice] não é uma boa lembrança pra mim. Mas estas músicas são boas. Eu tenho que tentar e apagar minhas lembranças dessa experiência de alguma forma e fazer com que as músicas prevaleçam".

Então qual é o LP favorito de Hetfield? "O próximo", disse ele. "É sempre o próximo. Eu acho que [o álbum Death Magnetic] é excelente. Mas sempre tem algo melhor. O santo graal do som das guitarras? Eu ainda não consegui isso, mas conseguirei - no próximo. Eu escreverei a música absoluta no próximo. A vontade está sempre lá para fazer melhor".



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