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Trujillo fala sobre sua relação com Ulrich

   24 de Setembro de 2016     tags: entrevista, trujillo, hardwired to self destruct      Comentários



O baixista do Metallica, Robert Trujillo, foi entrevistado no programa "Whiplash" da rádio KLOS em 19 de Setembro. A conversa pode ser ouvida clicando aqui e alguns trechos traduzidos podem ser conferidos a seguir.

Sobre a conciliação entre a necessidade de crescimento artístico com as chamadas constantes para o Metallica fazer um álbum que é uma reminiscência de seus primeiros trabalhos:

Trujillo: "Bem, uma das coisas sobre esta banda é que eu sinto que com o lançamento do 'Death Magnetic' [de 2008], pelo menos para mim, e também na época ter o Rick Rubin a bordo como nosso produtor e ter Rick fazendo com que Lars [Ulrich, bateria] e James [Hetfield, guitarra/vocal] se reunissem com o thrash, estilisticamente, e voltar ao passado e estar bem com a energia disso, e então pegar isto e ser criativo e então crescer juntos durante estes últimos anos desde que aquela música foi gravada de fato e levar isto, sabe, para nós, é animador. E eu acho que uma das coisas mais importantes é ter essa energia para criar e a inspiração em uma época, usualmente, na carreira de muitas bandas onde elas chegam ao ponto onde começam a se sentir cansadas da música ou as idéias criativas param de rolar, e não há falta de idéias no Metallica hoje. Na verdade, nosso problema... É um processo de eliminação - nós temos muitos riffs, e você precisa meio que fazer uma jam delas para ver o que sobrevive, e algumas das coisas que não sobrevivem poderiam ser o melhor riff no álbum de outra banda, entede o que eu quero dizer? Então eu acho que ter essa energia nova para criar e estar animado sobre isso é o que nos mantém... Pelo menos neste novo disco, manteve as coisas frescas, e também espero que tenha criado um corpo de música que seja relevante e que os fãs antigos e novos possam se identificar e se inspirar. E então espero que isso se transforme em nos querer ver ao vivo e experimentar a música nesse nível. Então eu acho que isso se resume a nós estarmos motivados para criar e ainda ter esse desejo. Muitas bandas vão a compositores externos para ajudá-las a criar ou escrever suas músicas, e isso não está acontecendo aqui. Mas isso leva tempo. Nós também tivemos muitos... Nós nos desviamos durante os anos. Eu sei que é frustrante para nossos fãs. Nós fizemos um filme chamado 'Through the Never' e fizemos um álbum com Lou Reed, que foi bem importante para nós. Nós gostamos de tentar coisas, e algumas vezes, nos olhos dos nossos fãs, é um sucesso e algumas vezes não, mas é isto que fazemos - nós arriscamos. E estou animado que criamos um corpo de música que estamos animados. E quase parece que é atual e faz sentido. Talvez será terapêutico para muita gente ao redor do mundo que está frustrado com o que está rolando, entende?"

Sobre passar vários anos para compor e gravar a música para o novo álbum do Metallica, "Hardwired... To Self-Destruct":

Trujillo: "Bem, sabe, quando você fica mais velho, na vida você tem mais responsabilidade, e muitas vezes isso tem a ver com a família, o que é algo bom. Filhos são ótimos. Todos nós temos nossos filhos e nossas esposas, e há responsabilidade em sua família, e você precisa balancear. Tem tudo a ver com balancear. É balancear o processo criativo e sua vida como pai ou o que for. E nós encontramos uma forma de fazer isso. E também fazer turnê, nós temos que balancear isso também; nós meio que encaixamos na agenda de nossos filhos e agenda escolar e coisas assim. Então estamos lá para nossos filhos. Ao mesmo tempo, com a música, nós queremos garantir que estamos realmente focados, e quando entramos em uma sala e trabalhamos, estamos realmente canalizando nossa energia naquilo que estamos criando. E muito do que fazemos atualmente é meio que orientado a jams, então precisa ter uma coleção... Digo, definitivamente há uma coleção de riffs que surgiram no decorrer dos anos, e todo mundo tem suas idéias, e então basicamente você as toca. Você vê o que sobrevive, o que funciona; você tenta coisas diferentes. Digo, com James, sempre terá uma tonelada de letras extras ou idéias de melodias que ele tentará antes de decidir o que sobrevive. Então é realmente como construir uma casa. E de certa forma, nós tentamos não nos preocupar muito com os prazos, e eu sei que isso deixa nossos empresários loucos. Eles só querem que a música seja escrita rápida, e não é assim que funciona aqui. Eu já estive em outras situações... Digo, eu tinha uma banda chamada Infectious Grooves e, basicamente, nós faríamos jams por cinco dias. Entraríamos em uma sala de ensaios, não mais do que quatro horas, e ao final de cinco dias, com nossos pequenos gravadores, diríamos, 'Ok, aqui está uma música. Aqui está outra'. Nós tínhamos todas as músicas na fita. Talvez nós formularíamos a idéia e da próxima vez que víssemos uns aos outros com nossas fitas seria no estúdio, e tinha a ver com capturar o momento, e isso foi o que funcionou naquela situação. E isso é algo, com o Metallica, que não podemos fazer - nós temos que estimular e tentar coisas e construir a casa, por assim dizer. Mas ao mesmo tempo, eu acho que é isso que torna as músicas especiais. E é só outra maneira de fazer as coisas."

Sobre seu relacionamento musical com o baterista do Metallica, Lars Ulrich:

Trujillo: "Bem, no decorrer dos anos, eu senti que nós crescemos; nós nos encaixamos melhor. Quando eu me juntei a banda, era diferente. Não estou dizendo que era ruim; era apenas diferente. Você estava aprendendo como tocar um com o outro e achar aquele groove. E uma das coisas que eu senti, em mais de treze anos [estando na banda] agora, é, de novo, com os desafios que tivemos como uma banda, como um time, como uma família musical, nós encontramos um groove um no outro e aplicamos na música. Como no novo álbum... Eu senti que o novo álbum, embora seja bem agressivo e tem essa energia que é thrash e que é direta, ainda tem groove. Poderia ser rápido, o que for - há um lugar lá, e eu acho que isso é realmente importante para qualquer seção rítmica. É mais confortável agora. Nós sentimos, com o tempo e envelhecendo juntos, nós encontramos nosso nicho como uma seção rítmica, e isso é especial. Estou animado com o próximo disco por essa razão. Eu acho que o 'Death Magnetic' definitivamente nos colocou na direção certa e o 'Hardwired' meio que nos tornou melhor. E a continuação disso, seja lá quando for acontecer no futuro, é realmente animador para mim, pois eu sei que ainda há muito sobrando no tanque. Então estes são tempos animadores para o Robert Trujillo e o Metallica."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net


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