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Trujillo explica demora no processo de gravação do disco novo

   09 de Janeiro de 2015     tags: entrevista, trujillo, áudio      Comentários

O baixista do Metallica, Robert Trujillo, foi recentemente entrevistado por Mitch Joel do "Groove - The No Treble Podcast". Você pode ouvir a conversa abaixo.


Perguntado sobre o progresso das sessões de composição do sucessor do álbum "Death Magnetic", de 2008:

"Eu estou tendo um grande momento, e nós estamos tendo realmente um ótimo momento. E é divertido na verdade."

"Nós temos tocado muitas idéias novas - alicerces, por assim dizer. E, sabe, James [Hetfield, vocal/guitarra] está começando a trabalhar em melodias e experimentando em coisas nesse nível. Mas é realmente, tipo, meio que você trabalha partes, um processo de eliminação, e então você faz uma jam delas. Nós fazemos uma jam e as colocamos em seu sistema, fazendo-as parte de você."

"Isso foi uma das coisas legais que o [produtor] Rick Rubin nos passou quando estávamos montando as músicas do último disco. Foi tipo, 'se imaginem tocando essas músicas novas e que vocês precisam se provar para estes fãs neste barzinho que nunca viram na vida'. E então ele diria, 'Levantem-se. Todo mundo se levante'. Nós podíamos estar em um estúdio, né? Mas é como 'se levantem e toquem essas músicas. Façam com que sejam parte de vocês', basicamente. E isso foi meio que um discurso motivacional que realmente fez sentido, sabe? No fim, fez sentido. Pois é muito fácil sentar lá e passar suas partes. Então quando eu estava gravando o baixo, eu estava na verdade de pé e agitando. [risos]"

"No fim, sejam riffs ou só arranjos, letras... A experiência toda de escrever uma música, especialmente com o Metallica, é envolvente, toma tempo, é um processo. Quando eu tocava com o Infectious Grooves, era um pouco diferente, pois nós entraríamos e passaríamos, digamos, quatro horas por dia, cinco dias por semana [trabalhando nas idéias], e então sairíamos com duas, três jams, em formato de músicas, e nós a colocaríamos em uma fita cassete. E então da próxima vez que nos juntássemos, estaríamos em um estúdio gravando o disco. E Mike Muir, o vocalista na época, levaria esses cassetes e trabalharia nas letras e melodias, e, 'nos vemos no estúdio'. Da próxima vez, nós as estaríamos tocando. E as baterias usualmente rolariam no segundo take. Nós sempre queríamos pegar a mágica do primeiro take, ou segundo take. Agora isso é bem diferente do que acontece com o Metallica. Mas cada situação é diferente. Há uma magia diferente que você quer capturar."

"Para nós no momento, estamos basicamente em um cenário onde estamos trabalhando os arranjos. E tudo, realmente, está sendo trabalhado. São como transições... Tentar tudo que você pode tentar. É assim que é. E eu acho que isso que torna a música do Metallica ótima e especial. Pois é esse tipo de orgulho e, sabe, você está trabalhando em uma peça de arte. E precisa estar certo. E o que isso significa? Significa explorar. James sempre tem um punhado de palavras para uma possível palavra. Talvez esta palavra não funcione. Vamos tentar esta. É muito trabalho, e toma tempo, mas ao mesmo tempo, é importante, e precisa ser feito dessa forma, pois o resultado final é o que ouvimos do Metallica, que todo mundo ama. Se não fosse dessa forma, não seria Metallica. Da mesma forma, se... Eu estava usando o Infectious Grooves como exemplo. Sabe, aquela forma é como o Infectious Grooves deve fazer discos. Deve ter essa energia espontânea, e capturar essa magia no segundo take ou o que for. Mas com o Metallica, é um estilo diferente e uma forma diferente de atingir uma meta bem especial."

Sobre a motivação de fazer música nova e estar envolvido em outras formas de escapes criativos:

"Eu me sinto sortudo, pois uma das coisas que é realmente especial em tocar no Metallica é que, na verdade, os membros do Metallica curtem serem criativos, curtem desafios e todas as coisas que a maioria das bandas, quando ficam um pouco mais velhas e antigas na carreira, elas relaxam um pouco em termos de querer escrever músicas. Digo, você ficaria surpreso com quantas bandas conhecidas começam a escrever com gente de fora ou algo assim, e não estão realmente escrevendo suas músicas mais. Com a gente, é meio que o oposto. Nós temos tantas idéias de músicas e riffs e linhas de baixo e o que for - simplesmente um abundância de idéias, musicalmente, de anos e anos de jams - que a coisa mais difícil é tentar eliminar. É como um processo de eliminação quando escrevemos. E é ótimo estar com um grupo inspirado meio que de caras velhos, sabe. [risos]"

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net


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