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Hetfield: "Eu só tenho 864 riffs" para o próximo álbum

   20 de Maio de 2012     tags: entrevista, ulrich, hetfield, hammett, trujillo      Comentários

A revista Rolling Stone americana realizou entrevistas separadas com os quatro membros do Metallica - guitarrista/vocalista James Hetfield, baterista Lars Ulrich, guitarrista Kirk Hammett e baixista Robert Trujillo - durante uma recente visita ao quartel-general da banda em San Rafael, Califórnia. Alguns trechos podem ser conferidos abaixo.



Rolling Stone: Como está indo a composição do novo álbum?

James Hetfield: "Eu só tenho 864 riffs."

Rolling Stone: Isso é um número exato?

James Hetfield: "No iTunes, você pode ver quantas coisas você tem. E isso não inclui as passagens de sons, as coisas que brincamos ali. Você pluga em um amplificador. De repente, te faz sentir bem - você surge com um riff. 'Cara, você viu isso?' Você não pode se livrar de ser gravado aqui."

"Mas Lars, o depósito do Metallica, é obcecado em revisitar cada pedra, revirar: 'isto poderia ser ótimo!'. Sim, tudo poderia ser ótimo. Mas eu tenho algo novo agora. Isso é um círculo vicioso. Você tem um riff de cinco anos de turnê que é ótimo. Eu ainda o sinto? Não se preocupe. Algo melhor surgirá."

Rolling Stone: Há distrações demais - turnês, o festival Orion Music + More, o vindouro filme 3D - que te tiram do negócio principal de...

James Hetfield: "Compor músicas? Com certeza. Esta semana é entrevistas, sessões de fotos, gravar vídeos para coisas. Quando vamos começar a compor? 'Nós temos que ensaiar o álbum preto'. Eu amaria sentar e compor sem ter que pensar em outras coisas."

Rolling Stone: Quanto tocar o álbum preto na íntegra afetará o próximo disco?

Lars Ulrich: "Eu tenho sentado com as músicas do álbum preto por um mês agora, ouvindo-as enquanto estou dirigindo, me aprodundando antes de tocá-las: 'por que subimos uma nota aqui? Por que repetimos esta coisa quatro vezes ao invés de duas?. Eu estava pensando sobre isso de novo hoje. Houve um momento em 'Sad But True' com aquele meio-refrão no meio. Então volta ao solo de guitarra, e então tem uma pequena pausa antes de ir para o terceiro verso."

"Eu não conseguia não pensar, 'por que foi colocado desta forma?' Talvez possamos emprestar levemente isso?' Se você não pode se copiar, qual o propósito? Será interessante ver, assim que soltarmos esse álbum para as pessoas de países diferentes, com o que voltaremos para as sessões de composição no outono."

Rolling Stone: Vocês tem muitos projetos que ficam no caminho de fazer música nova.

Lars Ulrich: "Eu não quero ser aquela banda que só grava, faz turnê; grava, faz turnê. Eu vou dizer até morrer, 'quem não gostaria de fazer um disco com Lou Reed?' Elas são aventuras, territórios desconhecidos, lugares onde você faz mais do que apenas exercitar sua memória. Eu quero sair desse modelo, de que a única razão de uma banda existir é somente fazer outro disco."

Rolling Stone: Como você se vê no futuro? Vocês celebraram seu 30o. aniversário. Outros 30 anos pode ser otimista.

Lars Ulrich: "Eu ainda não sinto que nos desafiamos o suficiente. Nós ainda falamos sobre 'o próximo álbum'. Nós podemos fazer o que quisermos com nossa música. 'Nós escondemos um novo CD do Metallica em cada CEP dos Estados Unidos. Vá achá-lo!' Não há nada além de opções."

"Eu não menciono a palvra 'trabalho'. O trabalho da manhã, preparar meus três filhos para a escola - isso é parte do trabalho do meu dia. Quando eu venho aqui é onde a diversão começa."

Rolling Stone: Vocês se distanciaram de fazer música nova, já que estão são ocupados fazendo turnês, o festival e o filme 3D.

Kirk Hammett: "Nós sabemos há pelo menos dois anos que temos que começar a compor músicas. Parece que eu estou do lado de uma montanha: há esta enorme pedra que eu sei que vai começar a rolar algum dias desses. E quando começar, nós não conseguiremos parar. Mas ela não começou a rolar ainda."

"Está na mente de todo mundo. Quando terminamos [de tocar os shows de 30 anos] no Fillmore [em São Francisco] no ano passado, eu pensei, 'daqui um ano, eu vou ter 50 anos. Nesse ritmo, isto significa que eu tenho dois álbuns restantes em mim? Três?' Mas se se andarmos em um ritmo diferente, quem sabe? Cinco? A única coisa que eu aprendi é que você não pode ser muito profético nesta banda, porque algo acontece, e as coisas mudam completamente."

Rolling Stone: Quanto vocês compuseram, falando de riffs, para o próximo disco?

Robert Trujillo: "Eu tenho cerca de 20 idéias que eu me sinto realmente bem sobre elas, onde no 'Death Magnetic' eu tinha uma ou duas. Mas uma delas acabou sendo a 'Suicide and Redemption'. Hetfield - ele é uma máquina de compor. Kirk tem mais de 300 idéias. Há tanta coisa das jams da sala de ensaios, de todos estes anos de turnê. Eu gosto de pensar que eu tenho 20 idéias em que eu acredito."

Rolling Stone: Qual a melhor até agora?

Robert Trujillo: "[Sorri] Há uma que me lembra de algo saído do 'Vol. 4' do Black Sabbath."

Fonte (em inglês): Blabbermouth.net


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