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100 melhores solos de guitarra

   02 de maio de 2004     tags: listas      Comentários

O website Ultimate Guitar elegeu essa semana os 100 melhores solos de guitarra da história. Eis os vinte primeiros colocados:

01. "Stairway to Heaven" - Jimmy Page (Led Zeppelin)
02. "Eruption" - Eddie Van Halen (Van Halen)
03. "Freebird" - Collins/Rossington (Lynyrd Skynyrd)
04. "Comfortably Numb" - David Gilmour (Pink Floyd)
05. "All Along The Watchtower" - Jimi Hendrix
06. "November Rain" - Slash (Guns N' Roses)
07. "One" - Kirk Hammett (Metallica)
08. "Hotel California" - Don Felder/Joe Walsh (Eagles)
09. "Crazy Train" - Randy Rhoads (Ozzy Ozbourne)
10. "Crossroads" - Eric Clapton
11. "Voodoo Chile" - Jimi Hendrix
12. "Johnny B. Goode" - Chuck Berry
13. "Texas Flood" - Stevie Ray Vaughan
14. "Layla" - Clapton/Allman
15. "Floods" - Dimebag Darrel (Pantera)
16. "Heartbreaker" - Jimmy Page (Led Zeppelin)
17. "Cliffs Of Dover" - Eric Johnson
18. "Little Wing" - Jimi Hendrix
19. "Highway Star" - Ritchie Blackmore (Deep Purple)
20. "Bohemian Rhapsody" - Brian May (Queen).

Como se pode ver, Kirk Hammett do Metallica conseguiu a sétima posição, com "One". Além disso, o solo de "Fade to Black" ficou na 24ª posição e o de "Master of Puppets" na 51ª posição.

A lista completa pode ser vista, clicando aqui.

fonte: Whiplash!

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Top 20 Riffs da Total Guitar

   02 de maio de 2004     tags: listas      Comentários

Mais de 2000 leitores da revista Total Guitar, do Reino Unido, votaram e elegeram os 20 melhores riffs de todos os tempos, enquete na qual o Metallica conseguiu a quinta e sétima posição, com "Enter Sandman" e "Master of Puppets" respectivamente.

Segue a lista completa:

01. GUNS N' ROSES – "Sweet Child O' Mine"
02. NIRVANA – "Smells Like Teen Spirit"
03. LED ZEPPELIN – "Whole Lotta Love"
04. DEEP PURPLE – "Smoke On The Water"
05. METALLICA – "Enter Sandman"
06. DEREK & THE DOMINOES - "Layla"
07. METALLICA - "Master Of Puppets"
08. AC/DC – "Back In Black"
09. JIMI HENDRIX – "Voodoo Child"
10. BLACK SABBATH – "Paranoid"
11. OZZY OSBOURNE – "Crazy Train"
12. FREE – "All Right Now"
13. MUSE – "Plug In Baby"
14. LED ZEPPELIN – "Black Dog"
15. VAN HALEN – "Ain't Talkin' 'Bout Love"
16. AEROSMITH – "Walk This Way"
17. CREAM – "Sunshine Of Your Love"
18. QUEENS OF THE STONE AGE – "No One Knows"
19. GUNS N' ROSES – "Paradise City"
20. RAGE AGAINST THE MACHINE – "Killing In The Name"

fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Lars rebate críticas sobre o som da bateria de St. Anger

   01 de maio de 2004     tags: ulrich, st. anger, entrevista      Comentários

Lars Ulrich disse recentemente a revista Rhythm, do Reino Unido, sobre as origens do som um tanto peculiar da bateria obtido no mais recente álbum da banda, "St. Anger"."O famoso som da bateria que todos estão falando," disse ele. "Um dia, eu esqueci de afinar a caixa pois não estava pensando nessas coisas. Na hora de ouvir o que havia gravado, eu decidi que estava realmente gostando daquilo que ouvia - tinha um jeito diferente. Aquilo soou para mim de maneira bonita. Parecia totalmente natural. As opiniões contrárias vieram quando algumas pessoas ouviram o álbum e disseram, 'Sabe, caixas de heavy metal não devem soar assim.' Bem, eu acho que pulei o capítulo 3 do Livro de Regras do Heavy Metal [risos]. É doido, esse tipo de mentalidade fechada."

Ulrich disse também sobre o fato da bateria parecer ser o centro das músicas em "St. Anger", o que não foi o caso dos últimos álbuns da banda.

"Tudo que a gente faz é uma reação àquilo que fizemos antes," disse ele. "Nos últimos álbums, a bateria ficava basicamente no fundo, se mantendo simples e dando base para os riffs de guitarra. A maior parte das críticas ao 'St. Anger' veio do fato da bateria ser o catalisador, como nos velhos tempos. Hetfield começava então a tocar junto da base de bateria e partíamos disso. As músicas do 'Load', e até do 'Black album', davam mais ênfase aos riffs de guitarra e mantinham a bateria no fundo."

Perguntado se isso estava bom para ele, Ulrich disse, "Ah sim, isso foi o que eu queria fazer. Eu passei por todas essas fases e algumas vezes ficava meio enjoado de baterias e de tocar bateria como um todo. Existem momentos que eu quero ficar mais ao fundo, musicalmente falando. Outras vezes, eu quero que a bateria apareça mais no Metallica."

"Neste último álbum, apesar da bateria estar bem destacada, não há tantas viradas. Eu enjoei de fazer viradas na bateria. Eu cheguei a conclusão de que eu não tinha mais nenhuma virada animadora para tocar, então é melhor eu não tocar nenhuma. Então eu passo por esses ciclos e tenho prioridades diferentes."

Sobre o fato dele se sentir ou não orgulhoso do Metallica ter experimentado musicalmente durante os anos apesar das duras críticas dos fãs mais hardcores, Lars disse, "Lógico que sinto. Eu me sinto totalmente orgulhoso de sempre termos feito aquilo que queríamos. Mas recebemos críticas por algo que não somos. A gente não tem vários encontros fechados para decidirmos o que tocaremos. Musicalmente, tudo que fizemos foi puro, espontâneo, e até inocente de certa forma. Ainda assim, fomos desrespeitados por isso algumas vezes."

"Mas eu tenho 40 anos agora, então está tudo bem para mim se as pessoas nem sempre entendem isso. Nós fizemos coisas que foram sucessos muitas vezes, criativamente falando. É irritante que as pessoas não aceitem a gravação quando a foto atrás do álbum não é algo ao qual elas se possam ligar. Eu estou há 23 anos nesta carreira e estou mais em paz com isso. Existem cinco milhões de fãs que compraram 'St. Anger' e milhares de pessoas que apareceram em nossos shows. Aparentemente ainda existem bem mais pessoas interessadas naquilo que a gente faz do que aquelas que nos criticam. Eu disse muito lixo durante os anos e muitas vezes fui uma estrela de rock arrogante - e o mesmo com todos dessa banda, apropósito. Mas tentamos acertar e voltar a terra. Tem sido uma longa jornada, com vários altos e baixos. O fato de não ter sido uma experiência direta e linear é algo excelente. Ultimamente, aquilo que as pessoas respondem sobre esta banda é que nós nos entregamos de alma e coração àquilo que fazemos com grande nível de emoção. Isso gera algo nas pessoas, tanto bom quanto ruim."

Agradecimentos: Unnamed Feeling
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Frantic ganha Prism Awards

   01 de maio de 2004     tags: premiação      Comentários

Conforme informado previamente no MetalRemains, o clipe de Frantic havia sido indicado na categoria de vídeos da oitava edição do Prism Awards.

Realizado no dia 29 de Abril no Hollywood Palladium, o Metallica levou o prêmio oferecido pela Entertainment Industries Council Inc, Robert Wood Johnson Foundation e National Institute on Drug Abuse/National Institutes of Health e destinado a atores, músicos e artistas de quadrinhos que mostraram em seu trabalho os perigos do uso de drogas, álcool e cigarro.

Curiosamente, houve um empate na escolha do vídeo, o que fez com que o clipe de "Hurt", de Johnny Cash, também levasse o prêmio.

Para ver a lista completa dos ganhadores, clique aqui.

Agradecimentos: Unnamed Feeling
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Encontro do Metallica e Jason

   27 de abril de 2004     tags: skom      Comentários

Os produtores do documentário Some Kind of Monster, Joe Berlinger e Bruce Sinofsky, falaram recentemente ao U-Wire.com sobre o projeto, que deve ser lançado no verão americano. Seguem alguns trechos interessantes da entrevista:

U-Wire: Vocês tentaram fazer com que a banda conversasse com Jason Newsted? Durante o filme, Lars conversa com Dave Mustaine. Houveram tentativas de fazer o mesmo com Jason e a banda ou isso nunca aconteceria?

Berlinger: "Havia muita intriga e haviam momentos que eles estavam próximos disso... E quando você diz 'conversar', nós observamos o Mustaine e o Lars, mas não fomos nós que iniciamos isso [era uma parte do processo de terapia com Phil Towle]. Mas o encontro Jason/Metallica foi sugerido várias vezes e por diferentes razões não aconteceu e eu não acho que o Jason estava preparado para isso... Jason se separou e eu não acho que ele estava preparado para falar com eles."

Sinofsky: "Parece que eles estavam sempre próximos disso e algo aparecia de ambas as partes, tanto real quando inventado. Eu sei que certa vez eles deveriam se encontrar na quinta com ele e então eles anunciaram a Summer Sanitarium Tour e então tinham que ir a Los Angeles. E então quando perguntaram se poderiam se encontrar na sexta, ele tinha outros planos e eu acho que desde então, eles não tentaram mais se sentar e conversar sobre os problemas que poderiam ser resolvidos, o que é uma pena. Não deveriam demorar 20 anos."

Berlinger: "Uma coisa interessante aconteceu com nós, que tentávamos evitar pois nos deixava em uma posição pouco confortável. Nós nos tornamos uma espécie de canal de informação. Sempre que filmávamos o Jason, a banda queria saber o que ele falou. E dado que eram eles quem pagavam as contas, nós achávamos que não poderíamos dizer 'não podemos falar'. Mas tínhamos que ser cuidadosos sobre o que falávamos para que não piorássemos a situação. E o Jason queria saber o que a banda estava pensando e então nós meio que, por um breve período, nos tornamos os informantes e estávamos literalmente acabando com o encontro deles."

Sinofsky: "De certa forma, quase estávamos."

Berlinger: "Nós meio que estávamos porque éramos o canal de informação e então meio que deixando que cada lado soubesse sobre os sentimentos do outro sobre terem um encontro e meio que ficamos em uma posição pouco confortável."

Sinofsky: "Mas nós, como produtores, estávamos tentando realizar o encontro, nós o queríamos. Nós pensamos que seria uma ótima parte do filme. Obviamente, não tínhamos controle sobre os momentos, então o máximo que podíamos fazer era dizer, 'Provavelmente seria uma boa idéia pra vocês se tirassem isso de letra.' Quando eles perguntavam a Joe e eu sobre o que ele falou quando ele nos via, dizíamos 'Bem, porque vocês não o perguntam diretamente? Se juntem.' Mas, infelizmente, isso ainda não aconteceu.

Berlinger: "Aliás, nós convidamos o Jason para a premiere em Sundance, torcendo para que ele fosse e visse toda a experiência do filme e que visse que a banda evoluiu e mudou e que talvez houvesse um lugar para ele na família Metallica, mas não recebemos retorno dele, então ficamos meio desapontados."

Entrevista na íntegra, em inglês: U-Wire.com
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Metallica recusou reality show

   27 de abril de 2004     tags: skom      Comentários

O documentário “Metallica: Some Kind Of Monster”, por pouco não se tornou um reality show.
O diretor do filme, Joe Berlinger, revelou que a princípio, a Elektra, gravadora da banda, tinha aceitado doar os direitos das músicas para que o filme fosse feito, o que renderia uma boa divulgação do disco “St. Anger”, que estava para ser lançado.
Quando Berlinger e o co-diretor Bruce Sinofsky começaram a filmar a decadência da banda, as sessões de terapia às quais os músicos compareceram e a volta do vocalista James Hetfield da clínica de reabilitação por seu alcoolismo, os executivos da Elektra cresceram os olhos.
Como os membros da banda recusaram transformar o projeto em um reality show, a gravadora passou a cobrar pelo direito de uso das músicas, e a preços salgados.
Os integrantes do Metallica desembolsaram 2 milhões de dólares para pagar pelo direito de usar as músicas e mais 2 milhões para que os diretores pudessem terminá-lo.

Agradecimentos: wilbermetal
fonte: Dynamite

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Entrevista com Kirk no The Grand Rapids Press

   26 de abril de 2004     tags: hammett, entrevista      Comentários

O guitarrista Kirk Hammett do Metallica disse recentemente ao The Grand Rapids Press sobre a grande quantidade de opiniões que surgiram, tanto criticando quando elogiando o último álbum de estúdio do grupo, "St. Anger". "Isto acontece conosco desde nosso segundo álbum," disse Kirk. "Todo álbum tem aqueles que divergem e dizem 'Eu não gosto da direção que eles estão tomando,' 'Eles nunca serão tão bons quanto eram,' ou algo assim. É tudo parte do jogo. Você não pode agradar a todos toda hora - é aquele velho cliché, mas infelizmente, é verdade. Nós percebemos há um bom tempo que devemos fazer os álbuns com as músicas que queremos escrever e tocar e ouvir. Eu amo o álbum. Pra mim, acaba aí."

"Este álbum é extremamente desafiador," continuou Kirk. "Nós confrontamos situações que são desafiadoras, o som é desafiador, os arranjos são desafiadores. Mas ao mesmo tempo, é um verdadeiro reflexo daquilo que somos em estúdio antes daqueles 15 meses de produção nos fazendo soar como algo que não somos. O humor da banda naquele momento e agora é que queríamos retratar nós mesmo da maneira mais precisa e honesta possível, de todas as formas. Nós queríamos nos mover como uma unidade a cada passo, todos juntos. É como uma colaboração entre todos da banda."

Perguntado sobre como o novo baixista Robert Trujillo mudou o Metallica, Hammett disse ao The Grand Rapids Press, "Ele com certeza mudou o Metallica para melhor. No nível pessoal, ele é um cara fantástico, pé-no-chão e honesto e eu respeito muito isso em uma pessoa. E seu modo de tocar é tão sólido quanto sua personalidade. Ele é uma pedra. A banda está mais balanceada agora, e não foi sempre assim com o nosso antigo baixista - havia sempre atrito. Ele está pronto para desafios. Sua frase favorita é 'Pra frente!' "

Informando se ele ainda fala com Jason Newsted, Kirk disse, "Eu o telefonei e deixei uma mensagem em sua secretária, e isto foi a última coisa que eu ouvi. Eu não sei se ele se esqueceu de retornar a ligação ou não o quis fazer, mas eu tomei partida e não ouvi nada de volta, então não sei. Eu me mantenho informado sobre o que ele está fazendo profissionalmente. É difícil não fazer isso. Eu só espero que o Jason esteja feliz. Ele escolheu sair da banda sem o consenso das pessoas que ele afetaria diretamente: a banda. Ele tomou a decisão sem nós. Eu acho injusto ele não nos ter dado chance de resolvermos isso. É uma pena, mas precisávamos continuar. Mas estamos bem felizes hoje em dia - com Rob, as coisas estão mais balanceadas. Para uma banda estar por aí há 21 anos e ficar melhor é algo incrível."

Agradecimentos: Dands
fonte (em inglês): Blabbermouth.net

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Metallica Vault atualizado

   25 de abril de 2004     tags: vault      Comentários

O site Metallica Vault, o qual disponibiliza MP3s de shows do Metallica gratuitamente para aqueles que compraram o álbum St. Anger, foi finalmente atualizado.

Os seguintes shows foram disponibilizados, lembrando que os três shows iniciais ainda estão disponíveis para download:

Los Angeles, California - 21/12/1996
Gothenburg, Sweden - 13/02/1987
Cape Girardeau, Missouri - 24/05/1986
Hammersmith London, England - 21/09/1986

Para acessar a parte de downloads do Metallica Vault é preciso que um cadastro seja feito, necessitando do CD-Key incluído no álbum St. Anger.

Agradecimentos: []V[]etallica Brazil
Link: Metallica Vault

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Distribuição de SKOM

   19 de abril de 2004     tags: skom      Comentários

Segundo o site oficial da banda, a distribuição do mais novo documentário do Metallica, Some Kind Of Monster, ficou a cargo da IFC Films nos Estados Unidos, sendo que a Paramount Home Video ficará encarregada do lançamento em vídeo.

Quanto aos lançamentos internacionais, está sendo negociado o lançamento em cinema em vários países, incluindo Austrália, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Brasil, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Suécia, Alemanha e Japão. Por enquanto, nenhuma data oficial de lançamento foi marcada.

Agradecimentos: Master of Justice
fonte (em inglês): Metallica.com

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Lars e Dave Mustaine: Some Kind of Monster

   16 de abril de 2004     tags: skom, mustaine, ulrich      Comentários

"É difícil, Lars," um Dave Mustaine chocado, líder do Megadeth, diz a Lars Ulrich, baterista do Metallica. "Tudo que você toca vira ouro e tudo que eu faço explode," disse ele, explicando que ele acha que as pessoas gritam "Metallica" nas ruas para o provocar.

Ulrich se senta e escuta. "Eu me sinto culpado?" pensa ele, alto.

"Você tem idéia do que eu passei?" continua Mustaine. "Você tem a menor idéia?"

Mustaine, que foi um dos membros originais do Metallica, foi expulso da banda por Ulrich em 1983, e esta comovente sessão de terapia é uma das mais estranhas cenas do novo documentário do Metallica: Some Kind Of Monster.

Ulrich e Mustaine passaram várias horas discutindo suas dores, sempre supervisionados por Phil Towle, terapeuta do Metallica.

No momento dessa sessão, Towle já vinha trabalhando com o Metallica por um ano, então acaba não nos surpreendendo que Lars estava mais solto na hora de falar. Claramente, Dave também estava: apesar de não falar no documentário, o Megadeth também explorou a disfunção do grupo em terapias por muitos anos, no começo da década de 90.

"Muitas pessoas pensam que a gente vai para terapias para evitar a dissolução da banda," disse Mustaine certa vez a Billboard. "Não se trata disso. É intelectualmente estimulante, e é inovador e desafiador, e nós podemos aprender mais sobre nós mesmos e como sermos mais coesos como uma unidade."

E isso não é anormal. Outras bandas, como Aerosmith, Tesla, Motley Crue e Audioslave já passaram pelo divã. Naturalmente, isso nos leva a pensar se os Beatles ainda estariam juntos se eles tivessem contratado alguém para mediar o problema existente com Yoko Ono.

"Esta é uma cena histórica," disse Joe Berlinger, um dos diretores do documentário. "Ela mosta o grau de preparação que o Lars estava em explorar o seu passado e é uma cena emocionante e comovente. Lars foi acusado de ser egoísta no passado e mesmo assim ele estava preparado para ouvir os danos que causou a alguém. E aqui está Dave Mustaine, que não é exatamente o Metallica, mas ele vendeu 15 milhões de álbuns e o Megadeth é uma banda renomada e mesmo assim não é suficiente para ele. A sombra do Metallica ainda está presente nele."

Em 2001, o baixista Jason Newsted anunciou que queria sair da banda, e como última opção de mudar de idéia, o produtor sugeriu sessões de terapia. Towle foi originalmente trazido como uma rápida ajuda para melhorar as coisas com Newsted, mas dois anos e meio depois, o terapeuta de 65 anos acabou se encontrando com a banda todos os dias.

No final, Jason saiu da banda e Towle disse que os primeiros meses da terapia lidavam com a saída dele. Os membros restantes - James Hetfield, Kirk Hammett, Lars Ulrich e o produtor Bob Rock - começaram a falar sobre os ressentimentos que vinham construindo durante os anos.

"E quando ficamos melhores," disse Towle, "acabou forçando que os problemas pessoais surgissem e um deles era um dos piores problemas do James, que o forçou a tomar a decisão de se internar na clínica de reabilitação." Em determinado ponto da história do Metallica, eles chegaram a ganhar o apelido de "Alcohollica".

James esteve ausente na banda por quase um ano, tempo no qual Towle continou a encontrar os outros membros "para fazer um paralelo com a experiência que Hetfield estava passando na reabilitação".

Logo após a volta de Hetfield, a banda decidiu que deveriam ver Towle todos os dias - primeiro uma sessão de terapia, seguido de um trabalho no estúdio em seu álbum - e para isso, eles o pagaram 40 mil dólares por mês.

Isso não era nada, levando em conta que o Metallica já vendeu mais de 90 milhões de álbuns no mundo (mais que os Beatles, Madonna ou Britney Spears) e sem preço, já que a banda dá todo crédito a Towle por tê-los ajudado a terminar o primeiro álbum de estúdio em cinco anos e estarem capacitados a realizar uma turnê.

"Em minha visão do que aconteceu é que Phil salvou a banda," disse Berlinger. "Se Phil não estivesse aqui, o Metallica não existiria mais. Esses caras precisavam de uma ferramenta para se comunicar."

Geralmente quando eles começaram a se comunicar, várias horas se passavam até que eles parassem. Uma cena editada de cinco minutos na qual Ulrich fica repetindo a palavra f**** era na verdade um monólogo de duas horas nascido da prisão da frustração dos mais de 20 anos de amizade com Hetfield.

"Eu acho que você é comprenetrado consigo mesmo," diz Ulrich, andando pela cozinha do estúdio. "Você me diz estou controlando, eu acho que você está controlando. Você controla tudo isto mesmo quando não está aqui. Eu não te entendo." Mais tarde, Hetfield diz a Ulrich que não gosta mais de ficar em uma sala tocando música com ele.

"Houveram vários problemas de poder e liderança entre Lars e James," diz Towle, que explica que Hammett era quem menos ligava para seu ego no grupo e assim precisava de ajuda para se acertar.

"Eu achei isso incrivelmente inspirador," diz Berlinger, acrescentando que a atitude do Metallica de ir a terapia o ajudou a consertar sua amizade e parceria com o co-diretor do filme e produtor Bruce Sinofsky.

"Se fosse o Dave Matthews Band ou algum grupo mais sentimental, não teria sido tão interessante, mas a justaposição deles fazendo isso foi incrivelmente poderosa. Eles são seres humanos reais que precisam trabalhar com suas coisas. E isso é sobre perceber que você não pode ser um adolescente para sempre. Estes são os caras que batiam cabeça e ficavam bêbados e agora são pais e ainda assim querem continuar fazendo música e saindo por aí."

Muitas vezes no filme, a banda discutia sobre demitir Towle, mas na sessão seguinte, lá estava ele. Em certo ponto, Hetfield disse "Phil tem sido um anjo pra mim. Ele foi enviado para me ajudar."

E o Metallica fez bastante por Towle também. Durante seu trabalho com a banda, além de ter mudado de Kansas para São Francisco, ele diz que agora é um melhor apreciador de heavy metal.

"Eu costumava ouvir todo tipo de música como Iron Butterbly e Cream, mas quando chegava no Nirvana e Metallica era tão estranho e eu era muito velho," diz ele. "Mas a ironia é que eu adoro os caras e isso vai mostrar que, se você entrar dentro de outro humano achará verdade espiritual e eu fiquei feliz em encontrar isso. Minha música favorita é, claro, Some Kind Of Monster."

Tradução: MetalRemains
Texto original em inglês: National Post

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